Planta_de_Biotecnologia

Automação em Planta de Biotecnologia

1) Contexto da Planta

A Empresa possui operação industrial em Araucária (PR), historicamente associada à produção de enzimas utilizadas em setores como cuidados domésticos (detergentes), biocombustíveis e nutrição animal.

 

2) Objetivos do Projeto

  • Centralizar a supervisão em um SCADA padronizado para operação e engenharia

  • Criar uma base sólida de dados para histórico, relatórios e auditoria

  • Melhorar tempo de resposta a eventos de processo e ocorrência operacional

  • Disponibilizar dados confiáveis para manutenção, qualidade e produtividade

  • Preparar a planta para evolução de indicadores, analytics e integração futura

 

3) Desafios típicos em plantas de biotecnologia

  • Processos críticos que exigem rastreabilidade e registro de eventos

  • Necessidade de padronização de alarmes para evitar ruído e fadiga operacional

  • Dificuldade em identificar causa raiz sem tendências e correlação de variáveis

  • Requisitos de governança: “um dado, uma verdade” para operação e gestão

 

4) Abordagem Nyctea Tech

 

Etapa A — Levantamento e arquitetura

  • Mapeamento de ativos, sinais e pontos críticos de supervisão

  • Definição de modelo de tags, convenções e padrões de telas/alarmes

  • Desenho da arquitetura SCADA + banco (retenção, performance e acesso)

Etapa B — Implementação do SCADA

  • Telas orientadas por processo (visão operacional + visão de engenharia)

  • Alarmes com foco em ação (prioridade, classificação e contexto)

  • Tendências para análise rápida e troubleshooting

Etapa C — Banco de Dados / Historiador

  • Registro de variáveis críticas + eventos + alarmes com carimbo de tempo

  • Estrutura para relatórios operacionais e rastreabilidade

  • Base pronta para dashboards, KPIs e análises futuras

Etapa D — Comissionamento e estabilização

  • Testes por cenários (operação normal, falhas, retomada, picos)

  • Ajustes finos com operação/manutenção

  • Documentação e transferência de conhecimento

 

5) Arquitetura em Camadas (OT → Supervisão → Dados)

  1. Camada de Campo – instrumentação, equipamentos, utilidades e sinais críticos

  2. Camada de Controle – CLPs e lógica de processo (onde aplicável)

  3. Camada SCADA – telas, alarmes, eventos, tendências e permissões

  4. Camada de Dados – historiador/banco (variáveis + eventos + auditoria)

  5. Camada de Consumo – relatórios, análises, indicadores e integrações futuras

 

6) Riscos Mitigados

  • Risco: dados inconsistentes e decisões baseadas em “achismo”
    → Mitigação: padronização de tags + histórico + eventos auditáveis.

  • Risco: excesso de alarmes (alarm flooding)
    → Mitigação: priorização, classificação e contexto (alarme acionável).

  • Risco: diagnóstico demorado
    → Mitigação: tendências, eventos correlacionáveis e telas orientadas por operação.

  • Risco: dependência de conhecimento individual
    → Mitigação: documentação, padrões e estrutura replicável.

 

7) Entregáveis

✅ Sistema SCADA (telas operacionais e de engenharia)
Gestão de alarmes e eventos com priorização e padronização
Banco de Dados / Historiador com retenção e estrutura para rastreabilidade
✅ Modelo de tags e convenções (padrão de nomenclatura e organização)
✅ Relatórios base / consultas para operação e engenharia (quando aplicável)
✅ Documentação técnica e suporte de comissionamento

 

9) Resultados (benefícios percebidos)

  • Maior visibilidade e previsibilidade da operação via supervisão padronizada

  • Rastreabilidade de variáveis, eventos e alarmes para auditoria e melhoria contínua

  • Decisões mais rápidas com tendências e contexto operacional

  • Base de dados pronta para evoluir indicadores e integrações corporativas